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Dúvidas dos leitores

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Matéria publicada na edição 182 (Junho/2007) de Terra


Valdemir Cunha

Juréia: aberta aos visitantes apenas em pequenas áreas


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Quais são as partes da Juréia que podem ser visitadas e como se faz para chegar a elas?
Dagoberto Ribeiro, São Paulo - SP

A maior parte dos 79.245 hectares que formam a Estação Ecológica da Juréia-Itatins, no sul do estado de São Paulo, é impedida de receber visitação pública, e o acesso é permitido apenas aos pesquisadores cujos projetos abranjam a região como foco de estudo e preservação. Somente o Núcleo Itinguçu, a Vila Barra do Una, e o Canto da Praia da Juréia podem ser visitados por turistas. O acesso a Itinguçu e Barra do Una se dá por Peruíbe, enquanto a Praia da Juréia é alcançada através do município de Iguape.
O curioso é que o projeto da construção de duas usinas nucleares foi o responsável pela excelente conservação da região, tida como a mais preservada zona de Mata Atlântica no Brasil, e um dos mais importantes ecossistemas de todo o mundo. A idéia da extinta Empresas Nucleares Brasileiras S.A. (Nuclebrás) era implantar as usinas em área de proteção ambiental, a fim de criar uma espécie de tampão para as centrais nucleares. Neste contexto foi estabelecida a Estação Ecológica da Juréia, em 1980, o que acabou por resguardá-la da especulação imobiliária, que já se fazia presente desde a década de 70. O programa nuclear foi cancelado em 1985, mas, para a sorte da rica biodiversidade da região, os ambientalistas conseguiram em 20 de fevereiro de 1986 a criação da Estação Ecológica da Juréia-Itatins, englobando a Serra dos Itatins e aumentando sua extensão em mais de 56 mil hectares.

É verdade que as pirâmides do Egito foram construídas de acordo com a posição das estrelas?
Maiara de Souza, por e-mail

Uma teoria sustenta, de fato, que as três pirâmides do Vale de Gizé teriam sido construídas de forma tal que a distância e a posição entre elas correspondessem às três estrelas do cinturão de Orion, usadas pelos egípcios como uma representação cósmica do deus Osíris. "As estrelas eram vistas como um portal para a eternidade ou uma escada que ligava a Terra ao céu", explica o especialista em arqueoastronomia Germano Afonso, professor aposentado da Universidade Federal do Paraná. Obcecado pela possibilidade da vida após
a morte, o faraó Khufu (ou Quéops), que reinou de 2551 a 2528 a.C., concebeu meticulosamente seu túmulo de acordo com as orientações das crenças e conhecimentos da época. Assim, foi aberta uma pequena fresta circular na parede norte da Câmara do Rei, com o objetivo de funcionar como um telescópio voltado às brilhantes estrelas Kochab, na constelação da Ursa Menor, e Mizar, na Ursa Maior, que forneciam o ponto cardeal norte e também eram associadas à eternidade e à vida do rei após a morte.

Outro grande enigma das pirâmides egípcias também pode ter sido desvendado. Queóps, a maior das três pirâmides de Gisé, e o único exemplar das Sete Maravilhas da Antiguidade ainda intacto, por séculos intrigou cientistas de todo o mundo, que não compreendiam como um monumento de 127 metros de altura, e constituído por 2 milhões de blocos de pedra, cada um pesando 2,5 toneladas em média, pôde ser erguido por uma civilização que ainda não dominava a tecnologia da roda e do ferro. O mistério foi aparentemente solucionado pelo arquiteto francês Jean-Pierre Houdin, que por meio de um software 3D, simulou a construção com o uso de uma rampa externa para os primeiros 43 metros, e uma suave rampa interna em forma de espiral para o restante da pirâmide. A cada degrau da escada, os imensos blocos eram girados em 90 graus e encaixados na fase seguinte. A teoria diminuiria de 100 mil para 4 mil o total de pessoas envolvidas na construção.