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Carta de navegação

Tudo o que você precisa saber antes de fazer a mochila

Décio Galina

Matéria publicada na edição 187 (Novembro/2007) de Terra


Alexandre Alves

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CAPITAL FANTASMA


Yangun, maior cidade de Mianmar, foi a capital do país até 2005, quando a Junta Militar, sem, claro, explicar os motivos, transferiu o poder político 400 quilômetros ao norte, para a improvável Naypyidaw, talvez a única capital do mundo sem conexão aérea internacional e sinal para telefone celular. Muito inteligentes esses generais

COMO CHEGAR


O principal trampolim para Yangun é Bangcoc, capital da Tailândia. Não use a Myanma Airways (MA), empresa do governo, para não encher os cofres dos ditadores militares. Prefira a Myanmar Airways Internacional (MAI) ou companhias tailandesas, como a Thai Airways Internacional (THAI). É necessário visto para entrar no país. Ele pode ser providenciado na Embaixada de Mianmar, em Brasília (tel. 61/3248-2374). No começo de outubro, os vistos de turista eram concedidos sem problemas - jornalistas, no entanto, estavam proibidos de entrar no país. Você terá que preencher dois formulários, pagar uma taxa de R$ 55, providenciar quatro fotos 3x4 e enviar o passaporte para Brasília. O visto fica pronto em uma semana. Para chegar a Bangcoc, é possível voar pela KLM (www.klm.com.br; tel. 4003-1888; conexão em Amsterdã); pela Air France (www.airfrance.com.br; conexão em Paris); pela Emirates (www.emirates.com; conexão em Dubai).

ONDE IR


Além de Yangun, Bago, Lago Inle e Bagan, atrações citadas na matéria, Mianmar tem outros destaques que merecem a sua visita. Mandalay, bem no centro do país, foi a última capital antes de os ingleses tomarem conta da então Birmânia. É uma das maiores cidades de Mianmar, um importante centro cultural e endereço dos principais monastérios do país. É lá que fica o Kuthodaw Paya, considerado "o maior livro do mundo", com 729 enormes placas de mármore com inscrições do Tripitaka, obra que reúne as bases das religião budista. Kyaiktiyo (próximo a Kyaikto, que por sua vez é perto de Bago) é outro lugar sagrado para os budistas: uma enorme pedra dourada, com uma estupa em cima, equilibrada no topo do Monte Kyaikto.

QUANDO IR


De um modo geral, os melhores meses para visitar Mianmar vão de novembro a fevereiro, quando chove menos e não é tão quente. Para as áreas montanhosas, como a do Lago Inle, é recomendável o período entre março e maio. No entanto, nessa mesma época, faz muito calor na região de Bagan e Mandalay. Os meses com mais turistas são dezembro, fevereiro, julho e agosto - mas lembre-se que "mais turistas" no caso de Mianmar não significa muita gente.

QUEM LEVA


A Latitudes (www.latitudes.com.br; 11/3045-7740) tem saída prevista para fevereiro, em viagem coordenada por Emílio Moufarrige e Lucia Brandão. O programa de 18 dias passa por Bangcoc e Ayutthaya (Tailândia), Yangun, Bagan, Mandalay e Lago Inle. Custa US$ 5.720 já com a parte aérea. O pacote da Highland (www.highland.com.br; 3254-4999) dura seis dias, passa por Yangun, Bagan, Mandalay, Lago Inle, Nyaung Shwe e Heho e custa US$ 1.390, sem a passagem aérea. Para quem preferir ir sem agência de viagem, a Gladtur (www.gladtur.com.br; 11/3083-1144), agência especializada em Ásia, vende passagens de Bangcoc para Yangun.

ONDE FICAR


Caso você viaje de forma independente, sem estar atrelado a grupos, a sugestão de hospedagem em Yangun é o Central Hotel (tel. 95 - código de Mianmar + 01 - código de Yangun) 241007; endereço: Bogyoke Aung San Road, 335-357]. Para quem dinheiro não é problema, The Strand Hotel (tel. 243377; strand.ygn@mptmail.net.mm) é o lugar. Construído em 1896, vale a visita mesmo se você não se hospedar por lá. Em Bagan, o Bagan Thande Hotel (tel. 062/70144; baganthande@myanmars.net) tem quartos espaçosos, uma boa piscina para mergulhar antes de passar o dia pulando de templo em templo. O café da manhã é servido ao ar livre, sob a copa de uma árvore enorme, com uma linda vista para o Rio Ayeyarwady. É só sair do hotel que você dá de cara com o belo Templo Gawdawpalin.

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